• Fernando Casavechia

Por que reduzir as atividades que não agregam valor?

Atualizado: Out 2

Aqui no blog já exploramos em outros textos sobre os desperdícios que encontramos na construção civil. Inclusive lançamos um e-book falando sobre os 7 desperdícios do Lean. O objetivo por trás de entender como os desperdícios acontecem e mitigar seus efeitos é a redução das atividades que não agregam valor para o cliente. Com essa redução, as construtoras conseguem aumentar a produtividade dos seus processos, reduzindo, consequentemente, seus custos e prazos de construção.




As atividades que não agregam valor ou desperdícios, são todas as atividades que consomem recursos, tempos e espaço, mas que para o cliente final não muda em nada sua percepção de valor. O que devemos melhorar em nossos projetos são as atividades que agregam valor, que são todas que convertem materiais e informações em itens requisitados pelos clientes.


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Reduzir as atividades que não agregam valor é fundamental para a obtenção de um sistema mais eficiente de construção. Essas atividades representam em média 70%, chegando até 97%, de todas as atividades do processo construtivo. Ou seja, o que realmente produzimos e que o cliente percebe como valor é 30% de tudo o que é realizado.


Neste ponto é interessante observar o paradoxo da melhoria. Quanto mais uma empresa mapear e avaliar seus processo, maior tende a ser a porcentagem de atividades que não agregam valor, pois a construtora passa a ter uma visão totalmente diferente do que realmente importa para o cliente.


Na indústria automobilística, que é a base da criação do sistema Lean, a percepção de agregação de valor é muito grande. A Toyota, que é o maior benchmark quando falamos de Lean, entende que em todo seu processo de fabricação, apenas 7% agrega valor para o cliente. Todo o resto é desperdício. Quanto mais aprofundada a análise, mais desperdícios vamos encontrar.


Mas quais são essas atividades que não agregam valor? Elas são todas as etapas de um processo que não alteram ou modificam o produto final, ou seja, o cliente não “recebe” nada em troca devido essa atividade. Neste caso, basicamente, temos os desperdícios que são: movimentação de pessoas, transporte de material, espera, acúmulo de estoque, processos desnecessários, defeitos, excesso de produção.

As principais causas para a geração dessas atividades que não agregam valor são:

  • Organização da empresa: em empresas com estruturas hierárquicas, a separação das atividades em mais pessoas de diferentes níveis acabam gerando atividades que não agregam valor como inspeção, movimentação, espera…

  • Desconhecimento: só é possível reduzir os desperdícios, se a gente conseguir metrificar e identificar quando eles ocorrem. A falta de gestão e controle na produção gera um volume gigante de atividades que não agregam valor e que nem podem ser reduzidas, pois não conseguimos perceber que elas ocorrem;

  • Natureza do processo: algumas atividades ocorrem não importa o que seja feito. Levar o produto do estoque até o local de aplicação tem que ser feito. O que precisamos identificar é se podemos fazer isso de uma forma mais rápida, em menor quantidade, usando menos recursos...


E como abordar essa situação e reduzir as atividades que não agregam valor? Primeiro precisamos entender, metrificar e acompanhar todos os processos. A metrificação é muito importante, pois só conseguimos corrigir aquilo que é medido. Não é simples, mas entender o impacto de cada desperdício no processo é fundamental para ter uma visão mais abrangente do problema.

Teoricamente um processo ocorre da seguinte forma: os recursos entram no processo, são transformados e temos uma saída. Porém entre a entrada e a saída temos outras atividades que normalmente não entram na conta, que são os desperdícios. Como mostrado na figura abaixo.


A parte difícil é acompanhar o impacto de cada desperdício, e mais ainda, qual o impacto financeiro dele no projeto. Reduzir as atividades que não agregam valor, além de melhorar o desempenho, em termos de produtividade, vão gerar uma lucratividade maior para a empresa.

Por exemplo, avaliando o processo de construção da alvenaria. No método convencional temos a seguinte estrutura, como mostra a figura abaixo. O custo do processo, mesmo que contabilizado em m², deve levar em conta todas as etapas do processo, até o custo dos desperdícios.



Agora, se reduzirmos as atividades que não agregam valor, usando a massa polimérica que retira a necessidade de preparo do material na obra. Podemos ter o seguinte cenário:



Fica evidente, que uma melhoria no processo, vai afetar em muito a redução das atividades que não agregam valor, e otimizar o processo. Essa análise pode ser feita para todas as etapas do processo construtivo. A análise mais profunda das atividades que não agregam valor, levam em conta ainda o impacto de falhas de projeto, custo do fluxo de aprovações e informações, custo de mudanças…


Na uBeton buscamos ajudar empresas a reduzirem essas atividades que não agregam valor, seja com nossos produtos, como a massa polimérica, ou apenas com assessoria para as construtoras. Acompanhe nosso blog, pois traremos mais conteúdos sobre Lean e melhorias de processos na construção civil. Abraço e siga a gente nas redes sociais!


Autor:

Fernando Casavechia Teixeira

Especialista em Lean Manufacturing pela PUCPR

Diretor Comercial na Ubeton

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