O desafio da logística em obras verticais
- Letícia Casavechia Teixeira
- há 3 dias
- 5 min de leitura
Quando se fala em produtividade, custo e organização no canteiro, o estoque de materiais é um fator muitas vezes subestimado. No entanto, a forma como a massa é armazenada e distribuída ao longo da obra impacta diretamente:
o fluxo de pessoas
a movimentação vertical de materiais
o risco de desperdício
o ritmo de execução
e até a sustentabilidade do projeto
Neste artigo, mostramos na prática como a massa polimérica muda completamente esse cenário quando comparada à argamassa convencional, a partir de uma obra real em edifício de múltiplos pavimentos.
Resumo: A forma como a massa é armazenada no canteiro de obras impacta diretamente a produtividade, a logística, o desperdício e os custos do projeto. Em obras verticais, esse impacto é ainda maior. Neste artigo, comparamos a armazenagem da massa polimérica com a argamassa convencional e estabilizada, mostrando na prática como a massa polimérica simplifica a logística, reduz movimentações, minimiza perdas e contribui para obras mais organizadas, eficientes e sustentáveis.
Um ponto crítico que impacta toda obra
Em obras de médio e grande porte, especialmente edifícios altos, a logística é um dos maiores desafios.
Cada deslocamento de material exige uso de elevador, equipe dedicada, tempo improdutivo e organização prévia.
A título de exemplo, em um edifício com mais de 30 pavimentos, em que se utilizou a massa polimérica da uBeton, esse desafio é evidente. Foram necessários apenas dois elevadores atendendo simultaneamente à circulação de pessoas e à movimentação de materiais.
Quando se trabalha com argamassa convencional — seja estabilizada ou preparada em obra — o material normalmente fica concentrado em pavimentos inferiores, exigindo transporte constante até o ponto de uso.
Como a massa polimérica muda o fluxo da obra
Com a massa polimérica, a lógica muda completamente. A massa é enviada em barricas com 30kg em paletizada, dessa forma ela pode ser transportada dentro da obra com mais facilidade. Isso porque paletes completos com barricas de massa polimérica podem ser levados diretamente ao pavimento em que será realizado o trabalho, e ali podem permanecer até serem utilizados. Ou um pedreiro pode pegar uma barrica e levar para seu local de trabalho, sem a necessidade de movimento constante de material na obra.
Isso significa que: o material já está disponível no início do turno, não há necessidade de subir argamassa várias vezes ao dia e o pedreiro pega o produto ao lado da frente de trabalho e aplica.
O resultado é um fluxo muito mais eficiente, com menos interrupções e muito menos movimentação desnecessária.
Comparação direta entre argamassas
✔ Argamassa convencional (preparada em obra)
precisa ser transportada continuamente
exige carrinhos, tanques e elevador
qualquer atraso pode gerar perda total do material
apresenta perdas significativas durante transporte e aplicação
Estima‑se que a argamassa convencional possa ter desperdício em torno de 20%, somando perdas no transporte, no assentamento e por vencimento do material.
E, além disso, quando falamos da argamassa estabilizada, ela possui prazo limitado de uso de 72 horas, demonstrando que, caso não seja inteira usada, o produto se perderá.
✔ Massa polimérica
vem pronta para uso
pode ser armazenada diretamente no pavimento
não depende de preparo em obra
possui desperdício inferior a 1%
substitui grandes volumes de argamassa convencional
Na prática, uma barrica de massa polimérica substitui com folga dois tanques volumosos de argamassa convencional ou estabilizada com ganho direto de produtividade e organização.
Isso, por si só, já reflete em diferenças claras e que evitam grandes problemas em obras que possuem problemas de logística, sustentabilidade e desperdício.
Obras que utilizam grandes volumes de argamassa convencional costumam gerar uma maior quantidade de entulho, restos de material endurecido e necessidade constante de caçambas. Ou seja, antes mesmo de uma obra começar já se vê caçambas de entulho já posicionadas — um cenário comum em canteiros com alto desperdício.
Com a massa polimérica há menos descarte, menos resíduos, menor necessidade de caçambas e, ainda, menos custo com transporte de entulho.
Além disso, o produto não exige água nem energia para preparo, eliminando assim o consumo de água, uso de betoneiras, ruído e gasto energético.
Já viu nosso e-book completo sobre os todos os 7 Desperdícios do Lean? Baixe ele gratuitamente clicando aqui!
Mais do que quilos e metros cúbicos: olhar o processo completo
Quando analisamos toda a logística, armazenamento, fluxo de pessoas, desperdício, sustentabilidade e produtividade, fica claro que não se trata apenas do assentamento, mas na necessidade de um material inteligente que otimiza toda a obra
Ou seja, comparar apenas o peso do produto ou o volume por metro cúbico não mostra o impacto real.
E não só isso, quando se reforça a questão de estoque e logística (o que é um grande problema nas obras), a massa polimérica é fornecida em embalagens que:
facilitam o empilhamento
mantêm o estoque organizado
ocupam menos espaço físico
Em muitos casos, as embalagens utilizadas podem ser recolhidas e reutilizadas, adicionando mais uma camada de sustentabilidade ao processo.
Conclusão
A forma como a argamassa é armazenada na obra influencia diretamente a eficiência do canteiro.
Ao permitir armazenagem por pavimento, reduzir movimentação, eliminar preparo em obra e praticamente zerar desperdícios, a massa polimérica transforma a logística da construção.
Pensar em eficiência hoje é pensar em produtividade, sustentabilidade e qualidade do processo construtivo como um todo.
Tabela comparativa — Massa Polimérica x Argamassa Convencional / Estabilizada
Critério | Massa Polimérica | Argamassa Convencional / Estabilizada |
Forma de fornecimento | Produto pronto para uso | Estabilizada em tanque ou preparada em obra |
Preparo em obra | Não necessita preparo | Necessita mistura (água, areia, cimento) |
Consumo de água | Não utiliza água | Alto consumo de água |
Consumo de energia | Não utiliza energia | Uso de betoneira, bombas, elevadores |
Armazenagem | Pode ser armazenada por pavimento | Geralmente concentrada no térreo |
Logística interna | Simples e organizada | Complexa, com transporte constante |
Movimentação vertical | Reduzida | Intensa e contínua |
Fluxo de pessoas | Menor interferência | Maior interferência e congestionamento |
Disponibilidade no início do turno | Material já disponível no local de uso | Necessita transporte diário |
Prazo de validade | Longo, sem risco por atraso | Limitado (ex.: até 72h no caso da estabilizada) |
Risco de perda por atraso | Muito baixo | Alto |
Desperdício médio | Inferior a 1% | Aproximadamente 20% |
Geração de entulho | Mínima | Alta |
Necessidade de caçambas | Reduzida | Elevada |
Organização do canteiro | Maior organização e limpeza | Ambiente mais sujo e desorganizado |
Produtividade por equipe | Alta | Menor, com paradas constantes |
Sustentabilidade | Elevada | Baixa |
Embalagem | Compacta, empilhável, organizada | Tanques, sacos, carrinhos e resíduos |
Emissão sonora | Praticamente inexistente | Alta (betoneiras e movimentação) |
Visão de custo | Custo analisado por processo | Custo geralmente analisado só por m³ |
Impacto no cronograma | Reduz atrasos | Maior risco de atrasos |
FAQ – Perguntas Frequentes
Qual a principal vantagem da massa polimérica na logística e estoque?
A possibilidade de armazenar o material diretamente no pavimento de trabalho, reduzindo movimentação, tempo improdutivo e fluxo de pessoas.
A massa polimérica gera menos desperdício?
Sim. O desperdício é inferior a 1%, enquanto a argamassa convencional pode chegar a cerca de 20% de perdas.
É possível substituir argamassa convencional por massa polimérica em grandes obras?
Sim, principalmente em alvenaria de vedação, com ganhos significativos de logística, produtividade e organização do canteiro.
A massa polimérica precisa de preparo em obra?
Não. O produto já vem pronto para uso, dispensando água, betoneira e consumo de energia.








Comentários