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O desafio da logística em obras verticais

Quando se fala em produtividade, custo e organização no canteiro, o estoque de materiais é um fator muitas vezes subestimado. No entanto, a forma como a massa é armazenada e distribuída ao longo da obra impacta diretamente:


  • o fluxo de pessoas

  • a movimentação vertical de materiais

  • o risco de desperdício

  • o ritmo de execução

  • e até a sustentabilidade do projeto


Neste artigo, mostramos na prática como a massa polimérica muda completamente esse cenário quando comparada à argamassa convencional, a partir de uma obra real em edifício de múltiplos pavimentos.


Resumo: A forma como a massa é armazenada no canteiro de obras impacta diretamente a produtividade, a logística, o desperdício e os custos do projeto. Em obras verticais, esse impacto é ainda maior. Neste artigo, comparamos a armazenagem da massa polimérica com a argamassa convencional e estabilizada, mostrando na prática como a massa polimérica simplifica a logística, reduz movimentações, minimiza perdas e contribui para obras mais organizadas, eficientes e sustentáveis.


Um ponto crítico que impacta toda obra

Em obras de médio e grande porte, especialmente edifícios altos, a logística é um dos maiores desafios.


Cada deslocamento de material exige uso de elevador, equipe dedicada, tempo improdutivo e organização prévia.


A título de exemplo, em um edifício com mais de 30 pavimentos, em que se utilizou a massa polimérica da uBeton, esse desafio é evidente. Foram necessários apenas dois elevadores atendendo simultaneamente à circulação de pessoas e à movimentação de materiais.



Quando se trabalha com argamassa convencional — seja estabilizada ou preparada em obra — o material normalmente fica concentrado em pavimentos inferiores, exigindo transporte constante até o ponto de uso.


Como a massa polimérica muda o fluxo da obra

Com a massa polimérica, a lógica muda completamente. A massa é enviada em barricas com 30kg em paletizada, dessa forma ela pode ser transportada dentro da obra com mais facilidade. Isso porque paletes completos com barricas de massa polimérica podem ser levados diretamente ao pavimento em que será realizado o trabalho, e ali podem permanecer até serem utilizados. Ou um pedreiro pode pegar uma barrica e levar para seu local de trabalho, sem a necessidade de movimento constante de material na obra.


Isso significa que: o material já está disponível no início do turno, não há necessidade de subir argamassa várias vezes ao dia e o pedreiro pega o produto ao lado da frente de trabalho e aplica.


O resultado é um fluxo muito mais eficiente, com menos interrupções e muito menos movimentação desnecessária.


Comparação direta entre argamassas

Argamassa convencional (preparada em obra)

  • precisa ser transportada continuamente

  • exige carrinhos, tanques e elevador

  • qualquer atraso pode gerar perda total do material

  • apresenta perdas significativas durante transporte e aplicação


Estima‑se que a argamassa convencional possa ter desperdício em torno de 20%, somando perdas no transporte, no assentamento e por vencimento do material.


E, além disso, quando falamos da argamassa estabilizada, ela possui prazo limitado de uso de 72 horas, demonstrando que, caso não seja inteira usada, o produto se perderá.


Massa polimérica

  • vem pronta para uso

  • pode ser armazenada diretamente no pavimento

  • não depende de preparo em obra

  • possui desperdício inferior a 1%

  • substitui grandes volumes de argamassa convencional


Na prática, uma barrica de massa polimérica substitui com folga dois tanques volumosos de argamassa convencional ou estabilizada com ganho direto de produtividade e organização.


Isso, por si só, já reflete em diferenças claras e que evitam grandes problemas em obras que possuem problemas de logística, sustentabilidade e desperdício.


Obras que utilizam grandes volumes de argamassa convencional costumam gerar uma maior quantidade de entulho, restos de material endurecido e necessidade constante de caçambas. Ou seja, antes mesmo de uma obra começar já se vê caçambas de entulho já posicionadas — um cenário comum em canteiros com alto desperdício.


Com a massa polimérica há menos descarte, menos resíduos, menor necessidade de caçambas e, ainda, menos custo com transporte de entulho.


Além disso, o produto não exige água nem energia para preparo, eliminando assim o consumo de água, uso de betoneiras, ruído e gasto energético.


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Mais do que quilos e metros cúbicos: olhar o processo completo

Quando analisamos toda a logística, armazenamento, fluxo de pessoas, desperdício, sustentabilidade e produtividade, fica claro que não se trata apenas do assentamento, mas na necessidade de um material inteligente que otimiza toda a obra


Ou seja, comparar apenas o peso do produto ou o volume por metro cúbico não mostra o impacto real.


E não só isso, quando se reforça a questão de estoque e logística (o que é um grande problema nas obras), a massa polimérica é fornecida em embalagens que:

  • facilitam o empilhamento

  • mantêm o estoque organizado

  • ocupam menos espaço físico


Em muitos casos, as embalagens utilizadas podem ser recolhidas e reutilizadas, adicionando mais uma camada de sustentabilidade ao processo.


Conclusão

A forma como a argamassa é armazenada na obra influencia diretamente a eficiência do canteiro.


Ao permitir armazenagem por pavimento, reduzir movimentação, eliminar preparo em obra e praticamente zerar desperdícios, a massa polimérica transforma a logística da construção.


Pensar em eficiência hoje é pensar em produtividade, sustentabilidade e qualidade do processo construtivo como um todo.



Tabela comparativa — Massa Polimérica x Argamassa Convencional / Estabilizada


Critério 

Massa Polimérica 

Argamassa Convencional / Estabilizada 

Forma de fornecimento 

Produto pronto para uso 

Estabilizada em tanque ou preparada em obra 

Preparo em obra 

Não necessita preparo 

Necessita mistura (água, areia, cimento) 

Consumo de água 

Não utiliza água 

Alto consumo de água 

Consumo de energia 

Não utiliza energia 

Uso de betoneira, bombas, elevadores 

Armazenagem 

Pode ser armazenada por pavimento 

Geralmente concentrada no térreo 

Logística interna 

Simples e organizada 

Complexa, com transporte constante 

Movimentação vertical 

Reduzida 

Intensa e contínua 

Fluxo de pessoas 

Menor interferência 

Maior interferência e congestionamento 

Disponibilidade no início do turno 

Material já disponível no local de uso 

Necessita transporte diário 

Prazo de validade 

Longo, sem risco por atraso 

Limitado (ex.: até 72h no caso da estabilizada) 

Risco de perda por atraso 

Muito baixo 

Alto 

Desperdício médio 

Inferior a 1% 

Aproximadamente 20% 

Geração de entulho 

Mínima 

Alta 

Necessidade de caçambas 

Reduzida 

Elevada 

Organização do canteiro 

Maior organização e limpeza 

Ambiente mais sujo e desorganizado 

Produtividade por equipe 

Alta 

Menor, com paradas constantes 

Sustentabilidade 

Elevada 

Baixa 

Embalagem 

Compacta, empilhável, organizada 

Tanques, sacos, carrinhos e resíduos 

Emissão sonora 

Praticamente inexistente 

Alta (betoneiras e movimentação) 

Visão de custo 

Custo analisado por processo 

Custo geralmente analisado só por m³ 

Impacto no cronograma 

Reduz atrasos 

Maior risco de atrasos 

FAQ – Perguntas Frequentes

Qual a principal vantagem da massa polimérica na logística e estoque?

A possibilidade de armazenar o material diretamente no pavimento de trabalho, reduzindo movimentação, tempo improdutivo e fluxo de pessoas.


A massa polimérica gera menos desperdício?

Sim. O desperdício é inferior a 1%, enquanto a argamassa convencional pode chegar a cerca de 20% de perdas.


É possível substituir argamassa convencional por massa polimérica em grandes obras?

Sim, principalmente em alvenaria de vedação, com ganhos significativos de logística, produtividade e organização do canteiro.


A massa polimérica precisa de preparo em obra?

Não. O produto já vem pronto para uso, dispensando água, betoneira e consumo de energia.


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