• Fernando Casavechia

7 desperdícios do Lean na Construção: Defeitos

Atualizado: Out 2

Defeitos na produção são certamente os desperdícios mais evidentes para qualquer um. Quando temos um problema assim é claro o desperdício de dinheiro e tempo.



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Devemos sempre buscar fazer certo da primeira vez, mas mais importante ainda é identificar a causa do defeito para que ele não ocorra novamente. Vamos aprofundar nesse tema no texto desta semana.


Em qualquer processo produtivo estamos sujeitos a erros que podem causar um defeito no produto. Um dos objetivos do Lean é criar processos robustos que reduzam a ocorrência de defeitos ao menor nível possível, para isso precisamos mapear e entender ao máximo todos os nossos processos.


Na construção civil temos um cenário até pior que em uma indústria “convencional”. Como corrigir um problema em um produto que é muito grande, estático e caro? Normalmente a solução passa por refazer toda a atividade. Um exemplo simples, um porcelanato mal colocado com uma camada incorreta de argamassa, pode causar um desplacamento que, no pior dos cenário pode causar um acidente sério, ou no melhor cenário prejudicar a reputação do construtor.


A prevenção dos problemas passa por uma análise criteriosa de matérias primas que serão utilizadas, métodos construtivos e procedimentos bem definidos.


Matéria-prima

Por mais básico que possa parecer, ainda encontramos obras utilizados produtos que não atendem as normas de construção civil ou utilizados produtos em aplicações indevidas. Seguir o determinado pelas normas da ABNT é uma etapa básica que os fornecedores de materiais devem cumprir e que os construtores devem exigir. Inspecionar a qualidade dos materiais no recebimento e na compra já podem evitar defeitos no futuro.


Método construtivo

Não basta apenas o produto seguir as normas, mas a aplicação do produto deve ser feita de acordo com as normas também. A chance de ocorrência de uma patologia será muito maior se o mínimo de cuidado com a aplicação dos materiais não for tomado. Trabalhar próximo dos fornecedores pode evitar que os produtos sejam aplicados de forma incorreta.


Instruções de trabalho

Se os materiais e métodos estiverem corretos, mas a pessoa designada para realizar a atividade não tiver as instruções de como realizar a tarefa e qual o resultado esperado, certamente teremos problemas de qualidade. Uma boa instrução de trabalho detalha passo-a-passo como a tarefa deve ser feita e quais os resultados esperados. Não basta confiar apenas na experiência do pedreiro/mestre é preciso documentar o que deve ser feito e treinar todos os envolvidos na atividade.


Evitar que os problemas ocorram é importante, mas entender por que os problemas ocorrem é fundamental. Algumas ferramentas utilizadas pela indústria podem ser adaptados para a construção, como o 5 Porquês e o diagrama de Ishikawa.


5 Porquês

A ferramenta dos 5 porquês é muito utilizada pelos setores de qualidade por ser uma metodologia simples para aprofundar em problemas não muito complexos. A ideia da ferramenta é justamente questionar o porquê que o problema aconteceu e a cada resposta repetir a pergunta até chegarmos num ponto que não tem mais como aprofundar. Apesar de ser simples, pode ser muito poderosa para fazer as equipes pensarem de forma mais global nos problemas. Após chegar na causa raiz, o gestor deve planejar um plano de ação para resolver o problema e impedir que ele volte a acontecer.

Para situações mais complexas, que podemos ter mais de uma causa ocorrendo, trabalhar com o 5 porquês pode ser limitante. Nesses casos usar o Diagrama de Ishikawa é mais efetivo.


Figura: Fluxo Aplicação 5 Porquês

Fonte: Ferramentas da Qualidade


Diagrama de Ishikawa

O diagrama de Ishikawa ou Diagrama Espinha de Peixe abre um leque maior de hipóteses de causas para que o problema. A partir de um problema identificado em um processo e do efeito que deste na empresa, parte-se para o levantamento de hipóteses do que originou o problema.

Essas hipóteses são separadas em categorias, conhecidas com 6 M’s: máquina (falhas de maquinário usado no processo), materiais (matéria prima ou material em desacordo com o exigido no projeto), mão-de-obra (dificuldade de execução do processo pelas pessoas envolvidas), medidas (métricas utilizadas para acompanhar o processo não estão em acordo com o previsto), meio-ambiente (fatores de espaço, layout, ruídos…) e método (processo não está ocorrendo como deveria e está influenciando no resultado final). A partir da análise de cada categorias, possível causa são levantadas como as principais para a ocorrência do problema e algumas causas secundárias. Com tudo isso, devemos criar ações para explorar cada uma das hipóteses, em busca de de resolver o problema de forma definitiva e impedir que ele ocorra novamente.


Figura: Exemplo de Diagrama de Ishikawa - Espinha de Peixe

Fonte: Blog da Qualidade


Tão importante quanto evitar que os defeitos ocorram é entender qual foi a causa do problemas e planejar ações para evitar que ele aconteça novamente. Negligenciar um defeito, por menor que seja, pode esconder erros estruturais da empresa, como falta de monitoramento de processos e falha na gestão das equipes.


Este é o penúltimo post sobre os desperdícios na construção civil, baseado na filosofia do Lean Construction. Na semana que vem falaremos sobre excessos de produção. Fiquem atentos as nossas redes para novidades e conteúdos relacionados à melhoria de produtividade e processos nas construção civil. Se quiser, agende uma conversa comigo para realizar um diagnóstico gratuito da sua construtora e ver onde podemos melhorar a sua produtividade! Abraço!



Autor:

Fernando Casavechia Teixeira

Especialista em Lean Manufacturing pela PUCPR

Diretor Comercial na Ubeton

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