• Fernando Casavechia

7 desperdícios do Lean na Construção: Espera

Atualizado: Out 2

O segundo desperdício na ótica do Lean que iremos abordar é o da ESPERA.


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O tempo de espera para realização de uma atividade é algo muito vezes intrínseco ao processo e não tem como evitar, como por exemplo esperar o elevador chegar no seu andar para você poder utilizá-lo. Não temos como escapar dessa espera, não tem como usar o recurso sem que ele esteja pronto para ser usado. Mas então o que pode ser feito?


Mapeamento do processo

Como no caso de transporte de material antes de tudo precisamos mapear nossos processos e entender em quais atividades temos pessoas e recursos apenas esperando outras atividades serem concluídas para elas entrarem em ação. Esse mapeamento, além de mostrar as pessoas ociosas, vai mostrar o que está sobrecarregado e dar ao gestor ou engenheiro do projeto uma visão de como alterar o seu fluxo de trabalho.


Trazendo para a realidade de construção civil, podemos observar que temos várias atividades que ocorrem em sequência e que não tem como pular etapas, por exemplo, não conseguimos colocar porcelanato na parede de uma cozinha, sem antes ter levantado a parede, passado tubulações, rebocado...Assim um primeiro local que podemos observar essa espera é as equipes aguardando atividades precedentes a ela.


Organizar o fluxo de trabalho para que as novas frentes sejam liberadas pode gerar um ganho enorme na produtividade da empresa. Trabalhar com as metodologias de Last Planner e linhas de balanço vão ajudar os engenheiro a identificarem esses problemas.

Porém, temos desperdícios causados pela espera que podem até ser mais fáceis de identificar.


Falta de material / equipamento / ferramenta

Por mais básico que isso possa parecer, não ter as ferramentas necessárias ou todos os materiais necessários para execução completa de uma atividade é uma falha constante em obras. Tudo acaba sendo visto na última hora e aí começa a corrida para conseguir tudo que é necessário para o processo continuar. É uma situação típica ver nas obras os funcionários parados esperando um insumo da obra chegar ou esperando uma betoneira bater a massa.

Esse é um desperdício de tempo clássico que com uma boa gestão de estoque ou uma alteração no processo construtivo podem facilmente serem resolvidos.


A indústria utiliza de lista de materiais necessários para a fabricação de seus produtos, Bill Of Material - B.O.M. Por exemplo, uma indústria de bicicleta sabe quais materiais vai usar na fabricação do seu produto, uma montadora de carros também. É muito lógico saber que precisamos disso na obra também, temos que saber de antemão quais produtos serão necessários na obra no momento da construção e não queremos que o material falte e as equipes parem.

Para evitar esse tipo de situação, a indústria utiliza, entre tantas outras ferramentas, de PPCP (Plano Para Cada Peça), que nada mais é do que uma planilha descrevendo todos os produtos que serão utilizados, quais são os fornecedores, qual o prazo de entrega e confiabilidade de cada fornecedor, como o produto é entregue, qual o consumo do material na obra e a cada quanto tempo devo programar uma nova compra. É uma atividade que pode ser muito cansativa e necessita de um bom conhecimento de todo o processo, mas pode ser fundamental para evitar falta de material nas obras.


Vamos fazer o seguinte exercício: os funcionários de uma obra chegam 7:30 e é dia de assentar tijolo. Temos apenas uma betoneira para misturar a massa de assentamento. Digamos que começamos a fazer a mistura logo às 7:30. Até todas as equipes de assentamento receberem a massa, já teremos perdido bastante tempo apenas esperando - afinal precisamos fazer toda a mistura da massa, colocar em carrinhos, transportar até o local de utilização - muita vezes aguardar um elevador cremalheira ou guincho para levar todo o material. Nesse caso, a simples utilização de uma massa pré fabricada, como a argamassa polimérica, já teria eliminado essa perda, pois o produto já poderia ter sido posicionado no dia anterior no local de trabalho das equipes, e esse tempo perdido em espera seria transformado em produção. Faça o exercício: quanto custa meia hora por dia os funcionários parados esperando material? Quanto a mais poderia ser produzido? 0,5 hora perdida por dia equivalem a 11 horas no mês - mais de 1 dia de trabalho!


Após essa leitura, devemos refletir onde mais estamos desperdiçando tempo apenas esperando? Quanto tempo seus funcionários esperam o elevador cremalheira na obra? E o que é transportador no elevador, poderia ser transportado de outra forma? Quanto tempo seus funcionários esperam por material chegar até eles? São inúmeras as situações que esse desperdício acontece, e é no bom planejamento e mapeamento da cadeia de geração de valor da obra que iremos observar esses desperdícios!

Obrigado pela leitura e entre em contato caso queira comentar sobre o tema ou discutir esses problemas!

Até o próximo post que vamos falar sobre movimentação de pessoas nas obras!


Autor:

Fernando Casavechia Teixeira

Especialista em Lean Manufacturing pela PUCPR

Diretor Comercial na Ubeton

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