• Fernando Casavechia

O problema do desperdício de materiais

Atualizado: Out 2

Já é uma ideia comum na cabeça das pessoas: obra é sinônimo de muita bagunça, sujeira e desperdício de material. Para muitas pessoas é até traumático pensar em realizar uma obra. E de fato, no geral a construção civil gera muito resíduo.



Uma pesquisa realizada pela Instituto Americano de Arquitetos (AIA - American Institute of Architects) feita em 2008 mostrou que 25% - 40% de todo os resíduos gerados no mundo eram provenientes da construção civil, isso claramente gera um impacto significativo no meio ambiente.


O desperdício de material, além do impacto ambiental, gera um impacto econômico muito significativo para construtoras, que muitas vezes é negligenciado e tratado como um custo recorrente e normal. Não é difícil de encontrar obras que relatam desperdício de argamassa na faixa de 30% do total comprado. O desperdício nessa escala alta afeta diretamente o custo do produto final que será vendido ao cliente, se não aumentar o preço, no mínimo vai reduzir a margem de lucro do empreendimento.


Já comentamos aqui no blog sobre todos as principais formas de desperdícios que encontramos na obra, no nosso e-book, juntamos todos os desperdícios para dar uma visão mais ampla do problema. Baixe ele gratuitamente clicando aqui!


A tabela abaixo retirada de Chen, Li, e Wong (2002) mostra como o nível de desperdício de materiais pode ser muito elevado. No Brasil, a pesquisa mostrou como o desperdício é elevado, destacando o caso de blocos e tijolos - média de 17,5% de desperdício - e o de argamassa, que fica na média em 46%. Ou seja, claramente temos muito trabalho para fazer!


TABELA: Desperdício médio de material em %


Dois pesquisadores holandeses realizaram uma pesquisa que mostra os seis principais fatores na geração de resíduos dentro de obra da Holanda. A pesquisa de Bossink e Brouwers (1996) apesar de tratar do cenário lá, pode traçar um paralelo interessante para nossa realidade. As seis principais causas são:


  1. Projeto: erro no em projetos, designs incorretos, indisponibilidade de documentos, mudanças no projeto, especificações incorretas de materiais e projeto, materiais de baixa qualidade e falta de conhecimento de construção;

  2. Compras: compra em excesso ou em falta, poucas opções para pedidos em pouca quantidade e uso de produtos incorretos;

  3. Tratamento do material: estragos causados no transporte, armazenamento incorreto e embalagem inadequada;

  4. Operação: erros da mão de obra, equipamentos defeituosos, condições climáticas extremas, acidentes, uso de material inapropriado, métodos, requisitos e quantidade de aplicação de materiais não dominados pelos operadores;

  5. Residual: corte errados (material, cerâmica), mistura incorreta de produtos, implementação incorreta do processo;

  6. Outros: roubo de material e falta de plano de gerenciamento de material no canteiro de obra


É muito fácil ver que todos esses problemas acontecem nas nossas obras no Brasil também. Um exemplo que quero abordar aqui é a argamassa preparada em obra.


Quando analisamos as argamassas disponíveis podemos ver que o modelo mais tradicional de preparação, que é a mistura de areia, cimento e cal, feita no canteiro de obra, é a que tem o maior nível de desperdício. Apenas observando a areia que fica exposta ao tempo, recebe a ação direta de chuva e vento, dá para ver que muito material é desperdiçado. Além disso, ainda será feita a mistura dos componentes na betoneira, depois o material él para um carrinho de mão, até levar ao local de aplicação. Em cada etapa desse processo perdemos um pouco de material: fica massa na betoneira, no carrinho, cai no chão no momento da aplicação, cai no chão no transporte…


Todo esse material que estamos perdendo, é dinheiro sendo jogado fora, pura e simplesmente. No caso da argamassa, utilizar uma argamassa pronta, que evite muitos processos adicionais dentro da obra, já evita boa parte desses desperdícios.


Para reduzir essa geração de resíduos, além de ter uma boa gestão do processo construtivo que está sendo empregado no canteiro de obra, implementar materiais e processos mais inteligentes podem ajudar.


Se você ficou interessado em saber como reduzir um pouco mais esses desperdício, convido para baixar nosso e-book sobre o tema, tenho certeza que vai te agregar algum conhecimento no assunto. Também, te convido a conhecer a nossa argamassa polimérica, que reduz para menos de 1% o desperdício com argamassa no assentamento de alvenaria. Espero que tenham gostado do tema e acompanhem o nosso blog para mais conteúdo sobre construção civil. Abraço!



Autor:

Fernando Casavechia Teixeira

Especialista em Lean Manufacturing pela PUCPR

Diretor Comercial na Ubeton

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